Gius – O Movimento Fronteversismo

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Advogado por formação, Giuseppe Siniscalchi já mostrava arte em seu DNA desde os tempos do jardim da infância. Como sabemos, qualquer jornada artística é difícil, mas Gius, como é chamado pelos amigos, nunca desistiu.

Nascido em 1960 em Puglia na Itália, estudou e trabalha até hoje em Milão. Casado com uma nativa japonesa, fez da cultura nipônica sua inspiração. Desta união, nasceu o pequeno Leo, que mesmo muito pequeno, já mostra talento artístico.

Gius criou o movimento Fronteversismo em 2014, com o intuito de, através da arte criar um mundo mais pacifico.

Fronteversismo é um movimento de arte e paz e como o próprio nome mesmo diz – movimento de frente e de verso, que como Gius explica, o essencial nem sempre pode ser visto com os olhos.

Cheias de alma, suas telas carregam pontos que muitas vezes não podem ser vistos a olho nu, mas em cada parte há sinais e partículas de sua história e seus desejos, e a vibração do que ele quer passar para o mundo. Já no verso de cada obra, Gius coloca um pouco de sua alma e seu coração, na tentativa de ligar sua arte à outras dimensões e à eternidade.

Como ele menciona em sua autobiografia: “Dar valor ao que é invisível é a contribuição da pintura para um novo curso do pensamento humano, um curso caracterizado por uma atitude mais reflexiva em relação ao universo, um profundo respeito pela natureza e recursos limitados do nosso planeta, relações interpessoais mais sólidas na vida estressante de hoje.”

O pensamento artístico de Giuseppe Siniscalchi em suas palavras próprias:

A parte de trás da pintura deve conter o coração e alma do artista, as partes que são invisíveis na frente;

O invisível nos torna imortais;

Há sempre uma frente e uma parte de trás em todas as partes do micro e macrocosmo;

Não paremos na frente: os olhares são freqüentemente os menos importantes;

A arte é a única linguagem verdadeira e universal para a paz;

Toda crise introduz oportunidades. Os caminhos da paz sempre se encaminham para mudanças reais e geram um enorme crescimento para a humanidade, criando inúmeras oportunidades para quem realmente acredita no valor da paz;

Deixar a nossa energia interna nos guiar no caminho da paz, fonte inesgotável de tranquilidade e bem-estar;

Aprendamos a respeitar as belezas do universo, admirando com respeito e gratidão;

Ouvir, meditar e respeitar as vozes da natureza também é mais importante do que falar: vamos traduzir em cores nossos sentimentos de paz e o mundo vai melhorar;

Um sorriso é energia vital;

A paz deve estar no centro de cada um dos nossos projetos para superar o período de crise;

A fé eleva os seres humanos em sua relação com o resto do universo;

Muitos problemas surgem da arrogância do Homem que esquece quão pequeno ele é em relação ao universo infinito;

A humildade é uma virtude que o ignorante e o presunçoso não podem entender;

Nós também aplicamos a parte de trás da tela e do papel para evitar o desperdício de superfícies preciosas, contribuindo para desenvolver o respeito pelos recursos limitados do planeta Terra, reduzindo assim o risco potencial de novos conflitos em nome da paz.

Exposições

Guiseppe já expôs sua arte nos quatro cantos do mundo. Com sua inspiração nipônica, ganhou grande destaque entre os jornalistas e blogueiros no Japão, bem como o respeito de outros artistas.

Definido como o novo Van Gogh, Gius tem seu nome consagrado na Itália. Por sua simplicidade e pureza, é queridinho da imprensa e rede social italiana e já estampou com sua arte muitas publicações como as revistas “EventiCuturali” e “ArteCultura”.

Sua arte ainda pode ser encontrada na Câmara dos Deputados da Cidade do México, na estrutura de turismo da fundação Bambini di Manina em Madagascar e no Museu Fondazioni Pomarici Sontomasi em Gravina, sua terra Natal.

A vitrine da editora Paoline, a mais importante de Milão, não conta apenas com varias peças de sua arte, mas também de sua poesia. Dentre as peças expostas, várias capas de livros feitas por Gius, incluindo a obra “Pensieridi Vita” do famoso escritor italiano Luciano Mazzocchi.

A Basílica de São Carlo de Milão também não resistiu a pureza da arte de Giuseppe e conta com a decoração de lindas telas de sua autoria.

Uma de suas telas mais conhecidas: “Voto de Paz” (frente) e “Angelo” (verso) em exibição na sala de imprensa Azucena em Março de 2015.

Acreditando que somos todos um, foi um dos palestrantes do famoso encontro “Nossa Santidade” e os vídeos podem ser encontrados no site oficial de Dalai Lama. Foi também responsável por um belo workshop em um dos principais templos na Tailândia, bem como diversas palestras em escolas em toda o continente asiático.

Mas foi seu amor às matérias sustentáveis que rendeu ao artista muitas mostras como no Museu de ciência e tecnologia Leonardo Da Vinci em Milão e no Museu Marino Marini de Firenze, bem como no Instituto Italiano de Tecnologia.

Guiseppe sem dúvida e um artista completo, sua arte é feita de pureza e qualidade. Cada uma de suas obras tem alma e vida própria.

Se você quer conhecer mais da arte de Giuseppe e sua trajetória, visite o site www.giusart.com
Por Paula Tooths – Jornalista, produtora de TV e escritora, autora de quatro títulos publicados no Reino Unido

Para o Jornal Na Pauta Online.

 

Arte & Paz – O Movimento Fronteversismo